Trote universitário: limites entre a brincadeira e o crime
O trote universitário é um rito de passagem da vida estudantil
para vida acadêmica. O que define se ele é aceito ou não, é o objetivo com que
ele esteja sendo realizado. Pois há trotes que ferem os direitos individuais
das pessoas, e há trotes que contribuem para uma sociedade mais humanizada.
No Brasil já foram registrados vários casos de pessoas que
sofreram calúnias, humilhações, e até agressões físicas nos trotes
universitários. Um exemplo disso é do calouro Edson Tsung da USP (Universidade
de São Paulo), no ano de 1999. Ele foi pintado e levado ao campus atlético da
universidade, nesse local ele foi jogado na piscina e foi encontrado morto no
dia seguinte por um agente da limpeza. É claro que casos mais recentes
aconteceram, o fato é que esse episódio em particular foi o motivo para criação
de uma lei estadual em São Paulo prevendo o crime do Trote Universitário
violento.
Assim como há pessoas que utilizam o trote para fazer o mal,
existem pessoas que usam esse artifício para fazer o bem. São os trotes
solidário. Os calouros são organizados, e estes realizam doações de sangue,
brinquedos, agasalhos; contribuindo com organizações filantrópicas para a
manutenção de uma sociedade. Isso aconteceu em Minas Gerais, os alunos do
Centro Universitário de Formiga viajaram até a Fundação Hemominas de Divinópolis
e realizaram a doação.
Esse tipo de brincadeira deve estar dentro dos padrões legais,
para que não venha prejudicar nenhum dos lados, a fim de que haja uma integração
entre veteranos e calouros, e não um constrangimento pelo resto da vida
universitária. O rito de passagem é importante, e desde que ele possa ser realizado
com a finalidade certa, vai mudar vidas e ainda trazer boas recordações.
Aluna: Elienay Reis Dias Turma:211-I
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