sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Trote universitário: limites entre a brincadeira e o crime



O trote universitário é um rito de passagem da vida estudantil para vida acadêmica. O que define se ele é aceito ou não, é o objetivo com que ele esteja sendo realizado. Pois há trotes que ferem os direitos individuais das pessoas, e há trotes que contribuem para uma sociedade mais humanizada.

No Brasil já foram registrados vários casos de pessoas que sofreram calúnias, humilhações, e até agressões físicas nos trotes universitários. Um exemplo disso é do calouro Edson Tsung da USP (Universidade de São Paulo), no ano de 1999. Ele foi pintado e levado ao campus atlético da universidade, nesse local ele foi jogado na piscina e foi encontrado morto no dia seguinte por um agente da limpeza. É claro que casos mais recentes aconteceram, o fato é que esse episódio em particular foi o motivo para criação de uma lei estadual em São Paulo prevendo o crime do Trote Universitário violento.

Assim como há pessoas que utilizam o trote para fazer o mal, existem pessoas que usam esse artifício para fazer o bem. São os trotes solidário. Os calouros são organizados, e estes realizam doações de sangue, brinquedos, agasalhos; contribuindo com organizações filantrópicas para a manutenção de uma sociedade. Isso aconteceu em Minas Gerais, os alunos do Centro Universitário de Formiga viajaram até a Fundação Hemominas de Divinópolis e realizaram a doação.

Esse tipo de brincadeira deve estar dentro dos padrões legais, para que não venha prejudicar nenhum dos lados, a fim de que haja uma integração entre veteranos e calouros, e não um constrangimento pelo resto da vida universitária. O rito de passagem é importante, e desde que ele possa ser realizado com a finalidade certa, vai mudar vidas e ainda trazer boas recordações.
Aluna: Elienay Reis Dias        Turma:211-I
 

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