domingo, 4 de outubro de 2015

Nos ensinamentos da Kodokan


            A prática do Judô se eleva além de um simples esporte, ela permeia a índole ética e física do indivíduo, alterando seu relacionamento com a sociedade. Isso porque seus princípios transcendem os valores da cultura ocidental, marcada por heranças europeias de escravidão e poder aristocrático, gerando a capacidade individual de superação, a harmonia entre o corpo e a mente e, por fim, disciplinando o praticante.
            A arte do suave caminho (como pode ser traduzido seu nome) busca a superação do indivíduo sobre si mesmo, tornando-o melhor para a sociedade. Nessa filosofia, o próprio Jigoro Kano, criador da arte centenária, embutiu em “Kodokan Judo” o propósito vital do aprender para o crescimento, onde cada queda representaria, em divergência do que diz o código de honra Bushido, uma oportunidade para se levantar e tomar para si um aprendizado.
            A arte marcial também desenvolve o corpo e a mente em função daquele que a pratica. “O uso de máxima eficiência de mente e corpo”, como coloca o Instituto Kodokan, busca para a perfeição de uma técnica, o aperfeiçoamento dos músculos e capacidades motoras, além da sincronia com as respostas cerebrais.
            Seus ensinamentos tornam a pessoa devota à sociedade, de forma a educar e transmitir disciplina a todos. O Judô, assim como outras artes marciais, prega a seus aprendizes rigidez de horários, empenho em treinos, o respeito em sala e a apreciação dos mais experientes. Assim, por todo país, eclodiram ações sociais que promovem a integração social para jovens em situação de risco, às quais é atribuída enorme efetividade.
            Em termos gerais, o crescimento do Judô é uma ferramenta para o desenvolvimento saudável da sociedade, uma vez que esse estilo de vida promove a ascensão pessoal para outros patamares de desenvoltura ética, física e intelectual do praticante.
Saulo da Paz Almeida, Nikyu.

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